{"id":58,"date":"2023-08-16T19:28:25","date_gmt":"2023-08-16T22:28:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ipsislitteris.com\/?p=58"},"modified":"2024-10-01T20:27:03","modified_gmt":"2024-10-01T23:27:03","slug":"discriminacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/2023\/08\/16\/discriminacao\/","title":{"rendered":"Discrimina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Entrando num assunto muito desagrad\u00e1vel, como o preconceito que os sulistas do Brasil t\u00eam contra os nordestinos da mesma na\u00e7\u00e3o: essa<em> \u00e9 uma atitude que at\u00e9 prejudica o pa\u00eds<\/em>, pois \u00e9 um conceito tirado do nada, como o pr\u00f3prio nome indica: um conceito formado antes de ter conhecimento (<em>sobre coisas ou pessoas: um pr\u00e9(<\/em>vio<em>)conceito<\/em>); isso \u00e9 algo que cai na mesma linha da discrimina\u00e7\u00e3o da ra\u00e7a negra como inferior \u00e0 branca. Aqui, n\u00e3o devido \u00e0 cor de pele com que nasceram, mas pela situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do lugar onde nasceram.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse preconceito divide o pa\u00eds, e pega por cont\u00e1gio. Como podem pensar que somos inferiores a eles, s\u00f3 por uma raz\u00e3o geogr\u00e1fica, sem nenhum fundamento? Sem sequer considerar as mentes brilhantes da regi\u00e3o, como todos os escritores, cientistas, professores, linguistas, poetas e escritores, economistas, profissionais competentes em todos os campos do conhecimento, al\u00e9m dos compositores e cantores (<em>homens e mulheres<\/em>), os valentes que defenderam os nossos territ\u00f3rios das tentativas de domina\u00e7\u00e3o estrangeira ou nacional, at\u00e9 mesmo das mulheres e homens belos e inteligentes que o pa\u00eds nos deu?<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de entrar no m\u00e9rito da discrimina\u00e7\u00e3o em si, conv\u00e9m lembrar que todos n\u00f3s \u2013 \u00e0 exce\u00e7\u00e3o, talvez, da popula\u00e7\u00e3o exclusivamente alem\u00e3 que vive nos munic\u00edpios dos estados sulistas \u2013 somos uma mistura de ra\u00e7as (<em>o Chico Buarque disse alguma vez \u2013 com muita irrever\u00eancia e ironia &#8211; que a \u00fanica pessoa branca que o pa\u00eds tem \u00e9 a Xuxa; outro, na minha opini\u00e3o, \u00e9 o Leandro Karnal, que \u00e9 branco, louro e de olhos azuis<\/em>): a negra, dos escravos africanos; a branca, dos conquistadores portugueses; e a ind\u00edgena, dos habitantes da terra descoberta, sem falar na dos elementos estrangeiros que migraram para c\u00e1, provenientes da Europa, espontaneamente ou estimulados pelos governos do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, essa combina\u00e7\u00e3o de genes se deu das formas mais variadas poss\u00edveis: alguns sa\u00edram de tez mais clara, outros, mais bronzeados, e outros, pretos mesmo, que talvez seja a forma mais pura de ra\u00e7a. Mas, vejam os resultados produzidos: umas mulheres e homens belos e saud\u00e1veis, graciosos e sensuais (<em>n\u00e3o falo aqui dos muito pobres, miser\u00e1veis, coitados, que n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es nem mesmo de alimentar-se bem, para poderem mostrar-se bonitos<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os europeus (<em>portugueses<\/em>) chegaram aqui, em 1500, j\u00e1 encontraram na regi\u00e3o um povo ind\u00edgena, nativo, que n\u00e3o sabia cultivar toda esta imensid\u00e3o, nem aproveitar todos os frutos da nova terra descoberta.  Apesar da tentativa de catequisar os \u00edndios, atrav\u00e9s do trabalho dos padres jesu\u00edtas, essa n\u00e3o era uma tarefa simples nem de grande rapidez. Ent\u00e3o, os portugueses come\u00e7aram a trazer das suas col\u00f4nias na \u00c1frica os homens e mulheres negros, como escravos, para desenvolverem os produtos da f\u00e9rtil lavoura, e devido \u00e0 sua fortaleza f\u00edsicas e sua maior capacidade de trabalho. Alguns desses portugueses se encantaram com a sensualidade da mulher negra, da\u00ed que, para nossa sorte, n\u00f3s brasileiros, claros ou escuros, recebemos no sangue esse charme e essa sexualidade e, por acr\u00e9scimo, esse \u201couvido musical que n\u00e3o \u00e9 normal\u201d \u2013 do que o Caetano fala (<em>ritmo, voz, afina\u00e7\u00e3o, gra\u00e7a na dan\u00e7a<\/em>), que, n\u00e3o sei por que, a ra\u00e7a negra possui: dengosa, faceira, gostosa, apetitosa e dotada de gosto para o instinto reprodutivo. Isso deve ter enlouquecido os brancos \u2013 logo os portugueses, conservadores e tradicionais &#8211; que n\u00e3o estavam acostumados a essa liberdade de cabe\u00e7a nem a essa provoca\u00e7\u00e3o de corpo e mente (<em>na verdade, isso \u00e9 s\u00f3 uma especula\u00e7\u00e3o da minha parte, e n\u00e3o procede de nenhuma narra\u00e7\u00e3o de um conte\u00fado hist\u00f3rico!<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, por que \u00e9 que n\u00f3s hoje, s\u00f3 por termos &#8211; &nbsp;alguns de n\u00f3s &#8211; alisado os bancos das universidades e conseguido comprar roupas de estilistas (<em>eu me incluo indevidamente, pois nem compro roupas de \u201cdesigners\u201d nem de lojas de luxo \u2013 na verdade, eu nem preciso<\/em> <em>delas pra me ver bem<\/em>), alimentamos este preconceito contra os negros de qualquer tonalidade e essa discrimina\u00e7\u00e3o contra qualquer dos nossos irm\u00e3os, extra\u00eddos das mesmas ra\u00e7as, mas de proced\u00eancia natal menos nobre do que eles, por terem nascido \u2013 fruto de um acidente geogr\u00e1fico &#8211; em outros territ\u00f3rios menos abastados do mesmo pa\u00eds \u2013 s\u00e3o os nordestinos, cujo \u00fanico \u201cpecado\u201d \u00e9 terem nascido fora da parte baixa do pa\u00eds \u2013 geograficamente baixa, mas social e economicamente mais alta.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas que pensam assim &#8211; e muitas procedem preconceituosamente \u2013 esquecem ou desconhecem os brasileiros de valor que prov\u00eam daquelas regi\u00f5es \u201cmenos nobres\u201d e que ajudaram a construir este Brasil: <em>fisicamente, como os candangos de Bras\u00edlia,<\/em> ou <em>cultural, social e politicamente<\/em>, como todos os intelectuais que comp\u00f5em a elite cultural do nosso pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 muita gente de valor, por seu preparo intelectual e cultural, intelig\u00eancia, arte, habilidade, conhecimento, informa\u00e7\u00e3o, humor, liberdade de cabe\u00e7a, beleza, que pode at\u00e9 n\u00e3o ter fama, nem sair nos jornais nem revistas, \u201cn\u00e3o ter nome\u201d, enfim, mas est\u00e3o &#8211; muitos deles -ou j\u00e1 estiveram compondo os quadros pol\u00edticos ou parlamentares do nosso pa\u00eds, presidindo institui\u00e7\u00f5es como a SUDENE, ou s\u00f3 integrando os seus quadros t\u00e9cnicos, como economistas, soci\u00f3logos, m\u00e9dicos, arquitetos, ge\u00f3grafos, advogados, linguistas, engenheiros, agr\u00f4nomos, educadores, assim como outros irm\u00e3os de proced\u00eancia nordestina, dos quais muitos estiveram e ainda est\u00e3o encabe\u00e7ando as listas de compositores e cantores de sucesso nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas dessas pessoas, tipo \u201cMaria Ningu\u00e9m\u201d, como eu, nasceram no nordeste, e deram a sua valiosa colabora\u00e7\u00e3o a entidades nacionais (<em>Sudene, universidades e Secretarias de Estado<\/em>) ou internacionais: por exemplo, Carlyle Guerra de Macedo, piauiense, como Diretor da Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana de Sa\u00fade; Alarico Jos\u00e9 da Cunha Junior, piauiense, como agr\u00f4nomo da FAO e do BID, Antonio Cabral de Andrade, sergipano, na Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho; Celso Furtado, sergipano, no Banco Interamericano de Desenvolvimento. &nbsp;Nascida e criada num dos estados mais pobres e menos desenvolvidos do pa\u00eds \u2013 o Piau\u00ed \u2013 muito me orgulho do meu rinc\u00e3o e do povo de valor que ele j\u00e1 produziu. Fa\u00e7o um paralelo do meu pa\u00eds com outros, e posso perceber a grandeza que o nosso pa\u00eds possui \u2013 apesar de toda a situa\u00e7\u00e3o crescentemente adversa (<em>corrup\u00e7\u00e3o<\/em>) que os poucos jornais a que eu tenho acesso divulgam estar sucedendo a\u00ed. Se os outros pa\u00edses fossem escavacar do mesmo jeito, a poeira levantada cobriria o universo inteiro. \u00c9 at\u00e9 um ponto positivo essa iniciativa de procurar descobrir a\u00ed os pontos negativos das pessoas e institui\u00e7\u00f5es, numa tentativa, penso eu, de endireit\u00e1-las e de punir as pessoas respons\u00e1veis por essas a\u00e7\u00f5es e impedir que as mesmas se repitam, fazendo uma limpeza nas entidades brasileiras, a fim de torn\u00e1-las s\u00e3s e confi\u00e1veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sem esfor\u00e7o dos meus pais, tive a privilegiada oportunidade de estudar o curso de Letras Neolatinas (<em>como uma minoria no mundo inteiro: 2% da popula\u00e7\u00e3o mundial tiveram acesso \u00e0 Universidade<\/em>), tamb\u00e9m numa universidade do Nordeste, onde tive professores brasileiros excelentes, assim como bons estrangeiros, sendo muitas vezes os nativos do Brasil melhores, como docentes, do que os europeus (estudei 3 l\u00ednguas estrangeiras (espanhol, franc\u00eas e italiano), al\u00e9m de portugu\u00eas e latim. Considero que as pessoas s\u00e3o \u00fanicas, independentemente da sua origem, condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social, e acho que o nosso crit\u00e9rio para sele\u00e7\u00e3o das pessoas deveria ser a aceita\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o (<em>artistas, professores, t\u00e9cnicos, pesquisadores, cientistas, atletas<\/em> <em>de todas as modalidades<\/em>), segundo a sua capacidade e compet\u00eancia, n\u00e3o importa a sua proced\u00eancia geogr\u00e1fica, inclusive at\u00e9 mesmo de outras nacionalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 realmente o crit\u00e9rio de valor que deveria prevalecer. V\u00e1 l\u00e1 que, para construir uma rela\u00e7\u00e3o amorosa, cada um tenha seus requisitos muito pessoais (<em>em que prevale\u00e7a s\u00f3 a apar\u00eancia f\u00edsica ou a proced\u00eancia, posse de bens, n\u00edvel cultural e intelectual etc.<\/em>), mas generalizar a proced\u00eancia geogr\u00e1fica como meio de aceita\u00e7\u00e3o das pessoas \u00e9 muita pobreza interior, e denota pouca cultura, assim como valores muito equivocados!<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho a esperan\u00e7a de que um dia (<em>mas, que seja logo, para que eu possa ter o prazer de presenciar<\/em>) essa desigualdade seja tamb\u00e9m superada, e que os intelectuais sulistas fa\u00e7am justi\u00e7a e se manifestem contra essa discrimina\u00e7\u00e3o e preconceito bobos, que n\u00e3o t\u00eam nenhuma raz\u00e3o l\u00f3gica nem objetiva de ser, para destacar em seus escritos ou ditos os nordestinos intelectuais, como Ariano Suassuna, Jos\u00e9 de Alencar, Augusto dos Anjos, Raquel de Queiroz, Rui Barbosa, Castro Alves, Celso Furtado, Milton Santos, Gon\u00e7alves Dias, \u00c1lvares de Azevedo, Jos\u00e9 Lins do Rego, Jorge Amado, Guimar\u00e3es Rosa, Jo\u00e3o Cabral de Melo Neto, Guimar\u00e3es Rosa, Graciliano Ramos, Ferreira Goulart, precisa mais? Ent\u00e3o, vamos l\u00e1: Caetano Veloso, Chico C\u00e9sar, Alceu Valen\u00e7a, Lenine, Z\u00e9 Ramalho, Fagner, Belchior, Torquato Neto, Geraldo Vandr\u00e9, Geraldo Azevedo <em>(ainda lembrei muitos, considerando que a minha mente \u00e9 pequena para lembrar de tanta gente, principalmente se estou h\u00e1 tanto tempo fora do pa\u00eds, a tantos quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia!)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Acabo de saber de um pronunciamento do governador Romeu Zema, a respeito da distribui\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria proposta pela Reforma Tribut\u00e1ria, em que o nordeste estaria sendo favorecido, em vez dos estados sulistas e do sudeste, tratando aquela autoridade de fazer uma associa\u00e7\u00e3o dos estados do sudeste e do sul, para se contrapor ao nordeste e norte, talvez. N\u00e3o me lembro bem dos termos usados pelo governador Zema, mas creio que ele se referiu \u00e0s \u201cvaquinhas\u201d pouco produtivas do nordeste (<em>n\u00e3o sei exatamente se referindo-se \u00e0s pessoas de l\u00e1, ou mesmo aos animais bovinos de baixa produ\u00e7\u00e3o<\/em>). Seja ao que for, s\u00e3o palavras de pouco respeito e muito preconceito, uma forma depreciativa de chamar os seus irm\u00e3os (<em>mesmo que ele n\u00e3o queira consider\u00e1-los como tais<\/em>) de proced\u00eancia \u201cmenos nobre\u201d que os sulistas, s\u00f3 pela origem dos mesmos, da parte pobre do pa\u00eds; talvez pobre de bens materiais e dinheiro, mas de uma imensa riqueza cultural, musical e art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma pena esse tipo de mentalidade, que se defende atacando os demais, que se consideram exclu\u00eddos desse c\u00edrculo de poder e riqueza, sem pensar que o pa\u00eds precisa funcionar bem em toda a sua integridade, e que, se falhar uma parte, por \u201cpequena\u201d que seja, faz desabar toda a carruagem! Disso \u00e9 que os governantes falam, quando mencionam a desigualdade que reina nesse territ\u00f3rio gigante, que n\u00e3o pode sustentar-se sozinho, sem a contribui\u00e7\u00e3o de todos os seus peda\u00e7os, muitos deles subestimados pelos que se julgam mais altos, melhores talvez, s\u00f3 por serem mais ricos e poderosos! \u00a0\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrando num assunto muito desagrad\u00e1vel, como o preconceito que os sulistas do Brasil t\u00eam contra os nordestinos da mesma na\u00e7\u00e3o: essa \u00e9 uma atitude que at\u00e9 prejudica o pa\u00eds, pois \u00e9 um conceito tirado do nada, como o pr\u00f3prio nome indica: um conceito formado antes de ter conhecimento (sobre coisas ou pessoas: um pr\u00e9(vio)conceito); isso [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":182,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=58"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":581,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/58\/revisions\/581"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/182"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=58"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=58"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=58"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}