{"id":582,"date":"2024-10-02T18:04:43","date_gmt":"2024-10-02T21:04:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ipsislitteris.com\/?p=582"},"modified":"2025-06-16T16:24:17","modified_gmt":"2025-06-16T19:24:17","slug":"arrancado-la-do-fundo-do-bau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/2024\/10\/02\/arrancado-la-do-fundo-do-bau\/","title":{"rendered":"Arrancado l\u00e1 do fundo do ba\u00fa"},"content":{"rendered":"\n<p>(<em>A mat\u00e9ria abaixo vai parecer obsoleta, dado que foi publicada em minha web page, em seu momento, mas, como se perderam todos os artigos j\u00e1 publicados, por mudan\u00e7a de provedor, voltei a divulg\u00e1-la, mesmo com o risco de ser descartada, por desatualiza\u00e7\u00e3o<\/em>).&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>(<em>A mat\u00e9ria foi publicada no Face, no dia 30 de janeiro de 2017<\/em>). Eu continuo pensando do mesmo jeito!<\/p>\n\n\n\n<p>(<em>Agora, poder\u00e1 ser, pelo menos, uma brev\u00edssima li\u00e7\u00e3o de an\u00e1lise sint\u00e1tica, reg\u00eancia verbal, essas coisas!)<\/em>.Minhas pr\u00f3prias opini\u00f5es: isto \u00e9, agora n\u00e3o s\u00e3o opini\u00f5es, s\u00e3o corre\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro: <em>n\u00e3o \u00e9 a m\u00eddia (internacional ou nacional, ou de qualquer lugar pobre ou rico) <u>que repercute alguma coisa, mas a coisa acontecida \u00e9 que repercute, reverbera, se reflete em (na m\u00eddia, por exemplo<\/u>, na tentativa de pris\u00e3o do Eike, mas, sim, a not\u00edcia da pris\u00e3o (do Eike, neste caso) \u00e9 que <u>repercute na<\/u> m\u00eddia (internacional ou qual for.<\/em> <em>Repercutir<\/em> \u00e9 <em>produzir um eco<\/em> (sensacionalista ou n\u00e3o), uma reverbera\u00e7\u00e3o sobre algo, e n\u00e3o o contr\u00e1rio \u2013 \u00e9 um verbo transitivo indireto; a constru\u00e7\u00e3o est\u00e1 toda arrevesada: a m\u00eddia pode ter reproduzido a not\u00edcia, mas \u00e9 a not\u00edcia quem repercute nela, ou sobre ela. Elementar, meus caros! (<em>j\u00e1 nem sei quem foi<\/em>). Ali\u00e1s, agora, no Brasil, est\u00e3o usando muito esse tipo de reg\u00eancia de repercutir! Aprendam com o professor Pasquale!<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo: que pena aquele cabelo t\u00e3o lindo ser raspado!<\/p>\n\n\n\n<p>Terceiro: se ele corre o risco de ser atacado <em>(agredido ou at\u00e9 morto)<\/em> na pris\u00e3o, por ter contribu\u00eddo para as UPPs <em>(e por isso vai sofrer vingan\u00e7a de bandidos)<\/em>, por que n\u00e3o proteger cuidadosamente a vida desse homem?<\/p>\n\n\n\n<p>Parece que no Brasil (<em>ou ser\u00e1 no mundo inteiro?<\/em>) d\u00e3o mais valor ao dinheiro do que \u00e0s vidas humanas: um criminoso \u00e9 mais protegido do que um corrupto? Que crime \u00e9 mais execr\u00e1vel que matar?<\/p>\n\n\n\n<p>Em minha opini\u00e3o, \u00e9 mais hediondo matar que roubar, mesmo que sejam <em>mi<\/em> ou <em>bilh\u00f5es<\/em>, s\u00e3o vidas humanas e n\u00e3o bens, posses materiais que est\u00e3o envolvidos e podem-se reaver. Uma vida humana jamais se recupera!<\/p>\n\n\n\n<p>E qual \u00e9 a fundamenta\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio de quem n\u00e3o tem curso &#8220;superior&#8221; (<em>universit\u00e1rio<\/em>) ficar em pris\u00e3o comum, junto com qualquer fac\u00ednora, e quem estudou em universidade, mesmo que seja um homicida, criminoso, ficar em regime especial de c\u00e1rcere? N\u00e3o d\u00e1 pra entender. Maldade e pervers\u00e3o s\u00f3 se d\u00e3o em gente com menos estudo do que n\u00f3s, por exemplo?<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas vezes, esse n\u00edvel de estudo \u00e9 uma quest\u00e3o de oportunidade, que nem todo mundo teve. No caso dele, que nasceu em ber\u00e7o de ouro <em>(o pai dele, Eliezer Batista, foi ministro de Minas e Energia, no governo Fernando Collor)<\/em>, talvez nem seja o caso, pode ter sido mais bem uma op\u00e7\u00e3o <em>(nem todo mundo est\u00e1 obrigado a estudar curso superior &#8211; nem ricos nem pobres: por que um rico (ou seu filho?)<\/em> n\u00e3o poderia escolher ser padeiro ou vendedor ambulante, por exemplo?) Ali\u00e1s, parece que ele n\u00e3o foi criado como \u201cfilhinho de papai\u201d, pois foi para a Alemanha, ainda jovem ou adolescente <em>(a m\u00e3e era alem\u00e3)<\/em> e como o pai n\u00e3o lhe mandava dinheiro, ele fez de tudo: foi jornaleiro, vendeu seguros &#8211; de porta em porta &#8211; e n\u00e3o sei que mais fez para ganhar a vida e se manter. Se depois viveu uma vida de rico, \u00e9 porque trabalhou e aprendeu a disciplina do trabalho. Isso n\u00e3o \u00e9 um pecado! Acho que o crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o, para fins de categoria da pris\u00e3o, deveria ser o grau de perversidade demonstrado, os requintes de maldade, e n\u00e3o o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o cursado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o entendi por que o Eike foi considerado foragido, pois viajou declaradamente para New York, de onde parece que n\u00e3o saiu, e voltou de l\u00e1 pra se entregar <em>(Rio\/Nova York\/Rio)<\/em>. Acho que n\u00e3o sei bem o que \u00e9 ser foragido, e penso que \u00e9 se embrenhar nos matos ou em qualquer grande cidade, com a inten\u00e7\u00e3o ou a a\u00e7\u00e3o de esconder-se onde ningu\u00e9m o possa encontrar; porque ser tomado como foragido &#8211; mostrando-se \u00e0 plena luz e se entregando &#8211; est\u00e1 longe disso!<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 m\u00eddia: temos no Brasil excelentes jornalistas, em mat\u00e9ria de difus\u00e3o oral ou escrita de acontecimentos, e n\u00e3o podemos permitir um tipo de constru\u00e7\u00e3o dessas, em que se mostra como sujeito o que \u00e9 objeto indireto. Aten\u00e7\u00e3o para a l\u00edngua; a m\u00eddia tem a obriga\u00e7\u00e3o, entre outras, de ser um ve\u00edculo de difus\u00e3o da cultura e n\u00e3o da incultura&#8230; <em>(l\u00edngua bem falada e escrita tamb\u00e9m \u00e9 cultura!)<\/em>. E eu, que sempre penso e falo muito bem da compet\u00eancia dos jornalistas brasileiros, agora me deparo com esta!<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.jb.com.br\/pais\/noticias\/2017\/01\/30\/doador-de-r-20-mi-a-projeto-das-upps-eike-tem-medo-de-morrer-na-cadeia\/\" target=\"_blank\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Do assunto, eu nunca mais soube nada! N\u00e3o sei se continua preso, se j\u00e1 foi liberado, se continua lutando pela liberdade&#8230; Alguma coisa deve ter acontecido, pois j\u00e1 se passaram 7 anos! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(A mat\u00e9ria abaixo vai parecer obsoleta, dado que foi publicada em minha web page, em seu momento, mas, como se perderam todos os artigos j\u00e1 publicados, por mudan\u00e7a de provedor, voltei a divulg\u00e1-la, mesmo com o risco de ser descartada, por desatualiza\u00e7\u00e3o).&nbsp; (A mat\u00e9ria foi publicada no Face, no dia 30 de janeiro de 2017). 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