{"id":60,"date":"2023-08-16T19:37:56","date_gmt":"2023-08-16T22:37:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ipsislitteris.com\/?p=60"},"modified":"2025-05-20T15:51:04","modified_gmt":"2025-05-20T18:51:04","slug":"belezas-e-particularidades-da-lingua-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/2023\/08\/16\/belezas-e-particularidades-da-lingua-portuguesa\/","title":{"rendered":"Belezas e particularidades da l\u00edngua portuguesa"},"content":{"rendered":"\n<p>Al\u00e9m de bela, precisa e clara, a l\u00edngua portuguesa possui, entre outras, certas particularidades que as outras l\u00ednguas (<em>pelo menos, as suas irm\u00e3s neolatinas<\/em>) n\u00e3o t\u00eam; por exemplo, o futuro do subjuntivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Se \u00e9 que algumas (<em>como o espanhol<\/em>) possuem esse tempo\/modo, n\u00e3o a usam com a mesma frequ\u00eancia e aplica\u00e7\u00e3o com que n\u00f3s, brasileiros, a empregamos, n\u00e3o \u00e9 um tempo muito usado em outros idiomas, enquanto que para n\u00f3s tem um uso frequente e indispens\u00e1vel, a ponto de os seus falantes sentirem muita falta do seu emprego, ao usarem outras l\u00ednguas que n\u00e3o o incluem.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas formas s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) quiser (v. querer), quisermos, quiserem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) disser (v. dizer), dissermos, disserem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu puder (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. poder), pudermos, puderem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu puser (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. p\u00f4r), pusermos, puserem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu estiver (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. estar), estivermos, estiverem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu tiver (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. ter), tivermos, tiverem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu for (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. ser ou ir), formos, forem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu vir (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. ver), virmos, virem<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu vier (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. vir), viermos, vierem<\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria dos verbos regulares, a forma do futuro do subjuntivo iguala a do verbo no infinitivo, acrescida das desin\u00eancias relativas a cada pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, se eu cantar (<em>ou voc\u00ea, ele ou ela<\/em>) (v. cantar) cantarmos, cantarem<\/p>\n\n\n\n<p>E assim por diante, para todos os verbos regulares, quer da 1\u00aa, 2\u00aa, 3\u00aa ou 4\u00aa conjuga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplos do emprego dos verbos mencionados:<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\">\n<li>Quando voc\u00ea lhe disser seu nome, ele lhe dir\u00e1 o seu.<\/li>\n\n\n\n<li>Se eu puder, farei tudo para ajud\u00e1-la.<\/li>\n\n\n\n<li>Se voc\u00ea estiver com vontade de sair, podemos ir a qualquer lugar.<\/li>\n\n\n\n<li>Quando eu tiver dinheiro, comprarei aquele lindo vestido.<\/li>\n\n\n\n<li>Se eu for, levarei voc\u00ea.<\/li>\n\n\n\n<li>Quando voc\u00ea vir algu\u00e9m acidentado, ajude!<\/li>\n\n\n\n<li>Se voc\u00ea vier, eu ficarei muito contente.<\/li>\n\n\n\n<li>Quando eu cantar, cante comigo!&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Outra particularidade muito singular do portugu\u00eas \u00e9 o infinitivo pessoal:<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se do nome do verbo flexionado, para identificar o sujeito ao qual se est\u00e1 referindo. Este n\u00e3o existe em nenhum outro idioma neolatino, ou seja, derivado do latim, e tamb\u00e9m \u00e9 \u00e0s vezes indispens\u00e1vel para uma escrita ou afirma\u00e7\u00e3o correta e precisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Usa-se o infinitivo pessoal, quando o sujeito estiver claramente expresso, ou seja, quando o verbo da ora\u00e7\u00e3o se refere a uma determinada pessoa.&nbsp; Por exemplo: <em>J\u00e1 \u00e9 hora de n\u00f3s irmos embora. \u00c9 mais prudente voc\u00eas sa\u00edrem mais cedo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O uso desse modo \u00e9 \u00e0s vezes pol\u00eamico entre os pr\u00f3prios escritores, havendo alguns que preferem us\u00e1-lo e outros que acham melhor evit\u00e1-lo. Eu prefiro o seu uso, sempre que ele sirva para enriquecer ou tornar mais clara a ora\u00e7\u00e3o em que ser\u00e1 empregado.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 casos em que seu uso \u00e9 dispens\u00e1vel, pois o sujeito n\u00e3o est\u00e1 claramente identificado. Por exemplo: <em>Na hora de <u>sair<\/u>, verifique todas as portas e janelas.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o existem propriamente regras para o uso desse modo verbal; pode-se dizer que, mais do que normas precisas, existem tend\u00eancias e prefer\u00eancias no sentido de sua utiliza\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, existem casos em que o seu uso \u00e9 indispens\u00e1vel, para dar mais clareza \u00e0 express\u00e3o; e, sem nenhuma d\u00favida, traz muito mais beleza e clareza \u00e0quilo que a gente quis dizer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Al\u00e9m de bela, precisa e clara, a l\u00edngua portuguesa possui, entre outras, certas particularidades que as outras l\u00ednguas (pelo menos, as suas irm\u00e3s neolatinas) n\u00e3o t\u00eam; por exemplo, o futuro do subjuntivo. 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