{"id":75,"date":"2023-08-23T19:51:15","date_gmt":"2023-08-23T22:51:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ipsislitteris.com\/?p=75"},"modified":"2024-09-24T18:19:57","modified_gmt":"2024-09-24T21:19:57","slug":"impressoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/2023\/08\/23\/impressoes\/","title":{"rendered":"Impress\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Estou ficando at\u00e9 preocupada, porque ultimamente (<em>h\u00e1 mais ou menos uma semana, ou menos disso<\/em>) as not\u00edcias que vejo na Internet (<em>seja no Facebook, no&nbsp; Instagram ou em outra rede qualquer<\/em>) me impressionam, por exemplo: vi que ontem um rapaz teve a cabe\u00e7a decepada, viajando na zona da fronteira entre o Brasil e o Paraguai; ele ia de moto, atravessou a ponte e do outro lado sucedeu isso; parece que ele se meteu numa zona proibida, sem nenhuma sinaliza\u00e7\u00e3o, com alguma corda tesa pendurada, esticada, no seu caminho, e ele talvez n\u00e3o a tenha visto; isso \u00e9 o que eu posso imaginar, para decepar a cabe\u00e7a dele. Que horror! Ia com uma mo\u00e7a na garupa da moto, e ela saiu ferida, mas acho que nada grave.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, tamb\u00e9m, uma mulher atropelou, de forma muito violenta, dois meninos (<em>12 e 13 anos<\/em>). O menor tinha atuado na novela Pantanal, representando o Tadeu, quando crian\u00e7a. O outro era vizinho dele, e muito amigo. Ele est\u00e1 gravemente ferido, no hospital, e o maiorzinho morreu. N\u00e3o entendi como essa mulher procedeu com tanta viol\u00eancia, ao ponto: de matar uma das crian\u00e7as e deixar a outra ferida de gravidade, se ela s\u00f3 pegou o pr\u00f3prio carro para estacionar melhor e dar espa\u00e7o aos bombeiros, que foram \u00e0 sua rua atender a uma emerg\u00eancia. Isso n\u00e3o daria para uma velocidade capaz de matar duas crian\u00e7as, j\u00e1 nem t\u00e3o pequenas! S\u00f3 se ela saiu feito um raio, com toda a acelera\u00e7\u00e3o permitida (<em>quero dizer, pela pot\u00eancia do carro!<\/em>). <\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m me impressionei muito com uma garotinha italiana, de 7 anos, que morreu, na Alemanha, esmagada por uma est\u00e1tua de 200 kg de peso, e 1,40 m de altura, que caiu em cima dela. Ela estava brincando com um garotinho, da sua idade, e, de repente, a est\u00e1tua caiu, isso diante do pai dela. Pensam que ela poderia haver subido na est\u00e1tua, mas s\u00e3o ainda especula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra not\u00edcia impressionante, para mim: duas crian\u00e7as morreram, mortas pela pr\u00f3pria m\u00e3e, de 31 anos de idade: uma menina de 3 anos, asfixiada com um travesseiro, e um menino de 7 anos, estrangulado. Meu Deus, o mundo estar\u00e1 ficando louco? S\u00f3 pode ter sido um ataque de loucura, esse da m\u00e3e, para ter a frieza de matar os dois filhos com as pr\u00f3prias m\u00e3os! Eu jamais teria coragem para isso: tirar a vida dos meus pr\u00f3prios filhos, sem nenhuma raz\u00e3o aparente. Ali\u00e1s, n\u00e3o existe raz\u00e3o, aparente ou n\u00e3o, para voc\u00ea matar seus filhos! Este mundo est\u00e1 louco, louco! E eu, estaria ficando louca tamb\u00e9m, por impressionar-me tanto? N\u00e3o \u00e9 apenas uma impress\u00e3o de horror, de indignidade, mas \u00e9 de pena das v\u00edtimas, que eu nem conhecia, e que \u00e0s vezes nem s\u00e3o meus compatriotas, como no caso da menininha italiana! Mas, eu sinto como se fosse minha conhecida! Acho que &#8220;ando t\u00e3o \u00e0 flor da pele\u201d, que qualquer not\u00edcia dessas me deixa abalada! Ser\u00e1 que \u00e9 o avan\u00e7o da minha idade que vai me provocando isso? Ou ser\u00e1 que este mundo est\u00e1 ficando t\u00e3o insano, que provoca a insanidade dos humanos?<\/p>\n\n\n\n<p>E parece que estou meio medrosa, tamb\u00e9m: anteontem, j\u00e1 deitada para dormir, me levantei da cama e fui verificar se a Cristina (<em>a empregada<\/em>, <em>que viajou, de f\u00e9rias<\/em>) havia deixado do lado de dentro (<em>que \u00e9 como deve ficar<\/em>) a chave da porta de servi\u00e7o, que d\u00e1 acesso \u00e0 nossa casa, desde o teto, isto \u00e9, a parte mais alta da casa, que a\u00ed seria a cobertura. Para minha tranquilidade, encontrei tudo devidamente regular, com a chave em seu lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Espero que isso n\u00e3o comece a me acontecer, pois eu n\u00e3o tinha medo de quase nada nesta vida, a n\u00e3o ser de barata, rato, terremoto, essas coisas \u201caterrorizantes\u201d mesmo!<\/p>\n\n\n\n<p>E nem sou dessas pessoas inseguras que, a todo momento, verificam se ainda est\u00e3o com o celular, a carteira etc., para assegurar-se de que ainda as t\u00eam. Quando ponho uma coisa no lugar, sei que est\u00e1 ali. S\u00f3 verifico minha bolsa, antes de sair, para ter a certeza de que tudo que vou precisar estar\u00e1 l\u00e1 (<em>carteira e \u00f3culos, principalmente<\/em>), mas n\u00e3o preciso andar procurando a todo momento&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o sou muito apreensiva nem pessimista, de achar que me v\u00e3o acontecer coisas ruins onde n\u00e3o h\u00e1 a menor possibilidade de perigo! Mesmo nesta terra, onde as oportunidades de risco s\u00e3o frequentes <em>(coisas como roubos, assaltos, ass\u00e9dios, a casas ou pessoas, assim como no Brasil). <\/em>Ando com as pouqu\u00edssimas joias que tenho, vou at\u00e9 mesmo ao supermercado com elas. S\u00e3o t\u00e3o simples e pouco chamativas que nem me lembro que as estou usando: s\u00f3 uso constantemente o meu anel de compromisso e um colarzinho quase invis\u00edvel, de ouro: nada que valha a pena um ladr\u00e3o arriscar-se por coisas monetariamente t\u00e3o insignificantes, e s\u00f3 significativas e importantes para mim, pela proced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho algumas coisinhas de ouro, mas n\u00e3o as uso normalmente: duas pulseiras <em>(uma, que foi herdada da minha querida m\u00e3e, e outra, que foi um presente do meu marido)<\/em>. Eu tinha tamb\u00e9m algumas outras coisas, das quais a mais significativa era um colar de ouro, que a minha av\u00f3 me deu no dia em que completei dezoito anos. Para mim, era um sonho, belo e de significado estimativo. Essas joias tiveram um fim traumatizante para mim: foram empenhadas, sem o meu consentimento, e n\u00e3o resgatadas a tempo, pelo meu ex-marido. Ainda hoje tenho na lembran\u00e7a essa maravilhosa gargantilha, que nunca pude recuperar nem substituir, porque jamais encontrei alguma que me preenchesse como aquela pe\u00e7a, de tanta est\u00e9tica e de um valor sentimental inestim\u00e1vel!<\/p>\n\n\n\n<p>O meu marido atual j\u00e1 me presenteou com algumas pe\u00e7as bonitas e de certo valor, como pulseiras, an\u00e9is, brincos <em>(nada como aquele colar inesquec\u00edvel!), <\/em>que tamb\u00e9m me agradaram, mas chegaram a mim em uma \u00e9poca em que eu j\u00e1 n\u00e3o estava interessada em coisas de tanto valor. Com ele <em>(meu marido)<\/em>, tive v\u00e1rias oportunidades de usar joias um pouco mais elegantes, em festas, reuni\u00f5es, casamentos, gradua\u00e7\u00f5es etc., mas me pareciam objetos suntu\u00e1rios, que n\u00e3o rimavam tanto com a minha personalidade, muito mut\u00e1vel, parece! Passei a preferir usar coisas mais atrativas que valiosas, n\u00e3o sei se por algum trauma gerado pelo medo de perd\u00ea-las! Hoje em dia, que j\u00e1 estou velha, prefiro usar coisas um pouco mais discretas!<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, mesmo nesta avan\u00e7ada idade, ainda me \u201cpego\u201d folheando p\u00e1ginas de cores ou estilos de moda, h\u00e1bitos esses um tanto impr\u00f3prios para a minha etapa quase \u201csenil\u201d. Tamb\u00e9m, devido \u00e0 pandemia, que parece ter vindo para ficar, e \u00e0s precau\u00e7\u00f5es e isolamentos que ela ainda implica, tenho sa\u00eddo pouco, leia-se \u201craramente\u201d, e minha roupa antiga ainda est\u00e1 em muito bom estado, e \u00e9 a que uso para as escassas sa\u00eddas, sem precisar comprar nada. Meus sapatos quase se limitam aos t\u00eanis, mais c\u00f4modos para estes p\u00e9s j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o \u00e1geis e aguentadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, refletindo bem, acho mesmo que todas essas coisas descritas e lamentadas n\u00e3o passam de um sinal dos tempos! Chega um dia em que tudo se desmorona e \u201ca casa cai\u201d!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estou ficando at\u00e9 preocupada, porque ultimamente (h\u00e1 mais ou menos uma semana, ou menos disso) as not\u00edcias que vejo na Internet (seja no Facebook, no&nbsp; Instagram ou em outra rede qualquer) me impressionam, por exemplo: vi que ontem um rapaz teve a cabe\u00e7a decepada, viajando na zona da fronteira entre o Brasil e o Paraguai; [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":244,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":564,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75\/revisions\/564"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/244"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ipsislitteris.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}