Laís Viegas de Valenzuela

Vandalismo – 8 de janeiro 2023

abril 23, 2024 | by ipsislitteris.com

Não sei por que não publiquei assim que soube das notícias relativas ao vandalismo ocorrido no meu querido Brasil: milhares de pessoas favoráveis, tendenciosas ou fanáticas do ex-presidente, invadiram os palácios do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, para cometer atos insanos contra essas instituições, insatisfeitos com os resultados das legítimas eleições que levaram Luiz Inácio da Silva ao poder, neste ano de 2023, em vez do seu adversário.

Fiquei indignada com esses atos de vandalismo e desrespeito às autoridades constituídas, o que se traduziu num quebra-quebra irracional, danificando as instalações dessas casas dos três poderes, com a conivência de autoridades que são partidárias do presidente anterior, e por isso rejeitando os novos poderes constituídos. A invasão foi um ato de pura destruição, sem nenhum sentido nem razão, prejudicando nas instalações as vidraças, o mobiliário, inclusive obras de arte que adornavam as paredes dos Palácios, que são uma obra monumental dos arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, já falecidos.

Alguns objetos de arte, como esculturas e pinturas ainda podem ser restaurados, mas certas peças foram objeto de uma destruição irrecuperável, como um relógio antigo, do século XVII, que foi presenteado a algum dos ex-presidentes pelo Governo Francês, além de jarrões chineses e um ovo de (país), que foi completamente despedaçado, sendo impossível de recuperação.

Essa horda de vândalos causou ao país um prejuízo orçado em 7 milhões de reais, o que o Governo atual pretende cobrar dos invasores, mas – como já dissemos – há coisas irremediavelmente perdidas, então é o caso de dizer-se: “coisas que não há dinheiro que pague”.

Acima de tudo, foi um ato insano que abalou a segurança nacional, pois feito em um momento em que não havia vigilância nem policiamento suficiente ou disposto a conter os criminosos, que fizeram o que não fariam em suas próprias casas: até defecar – num ato de tremenda ofensa e desrespeito ao país que eles propagam como seu – num dos móveis do STF, numa atitude nojenta e de baixa educação. É certo que as autoridades competentes agiram quase imediatamente – quando foram informadas dessa invasão – com medidas de punição aos responsáveis: prisão dos invasores e do Chefe da Polícia Militar do Distrito Federal, expulsão dos acampamentos que haviam sido levantados há cerca de dois meses, em Brasília, e decretação da mesma medida para aglomerações semelhantes, existentes em outras cidades do Brasil, destituição do governador da cidade de Brasília, por suspeita de conivência com esses atos atrevidos, e decretação de prisão ao Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, que, numa atitude de franca irresponsabilidade ou fuga, dois dias depois de haver sido nomeado pelo governador destituído, viajou de férias para os Estados Unidos, onde já se encontrava o ex-presidente, de quem era partidário (era Ministro da Justiça da administração anterior), mas o estrago literalmente já tinha sido feito, não restando mais do que repará-lo, o que deverá levar cerca de um a dois meses de duração.

Causa estranheza o fato de que muitas das pessoas presas em flagrante tenham sido liberadas logo depois, “por uma questão humanitária”: tratava-se de pessoas idosas, ou de adultos com doenças crônicas, ou de mães grávidas ou com filhos pequenos, que estiveram, durante esse tempo, vivendo nos citados acampamentos; o que verdadeiramente causa indignação é que essas pessoas se tenham prevalecido das alegadas condições para serem liberadas, se antes já tinham a condição de idosos, doentes, mães com filhos pequenos etc.; então, por que estavam participando dessas manifestações e só depois se achavam no direito de gozar dessas prerrogativas de serem liberadas? Sua condição já era vigente quando estavam integrando esses grupos invasores golpistas, então por que só agora invocavam essa condição, para sentir-se no direito de serem liberadas?

Isso também constitui uma falta de responsabilidade, pois todas as pessoas adultas e portadoras de boa saúde mental devem assumir as consequências dos atos que praticam!     

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